quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nossa luta por uma educação de qualidade

Bastidores da articulação dos professores responsáveis pelo LTE da E.M.M.T.C.

Como encontramos o LTE
1. Materiais midiáticos inoperantes






2. Móveis sucateados



3. Sala sauna




4. Estrutura física em péssimo estado de conservação





O que fizemos

1. Recuperação dos equipamentos midiáticos




2. Montagem do Plano de Ação 2011


3. Apresentação do Plano de Ação 2011


3.Estúdio da Rádio Trindade




4. Instalação de sistema WI-FI


5. Resgate da sala de vídeo


Os resultados dos esforços











QUAL O MAIOR DESAFIO HUMANO?

Acertou quem pensou em comunicação. Por isso, entendemos que esse espaço é uma forma  de minimizar as constantes interrupções que há em nosso diálogo. E para que o nosso canal de comunicação não seja interrompido, basta estudarmos, compreendermos e exercitarmos as diretrizes para o uso do LTE.

1. Vamos criar a cultura do:

Abriu, fechou;
Ligou, desligou;
Desarrumou, arrumou;
Sujou, limpou;
Enfim... Já deu pra entender não é?

2. Somente será possível o uso dos recursos midiáticos com agendamento prévio mediante solicitação direta do interessado com antecedência de 48 horas;

OBS.: Nos casos de uso dos recursos midiáticos para a execução de projetos ou similares, se faz necessário a entrega de uma cópia do plano de aula ou do respectivo projeto ao professor articulador;

3. O agendamento deverá ser feito SOMENTE pelo professor articulador em seu turno de trabalho, ou na ausência deste, pela direção da escola, em qualquer um dos turnos, desde que haja vaga disponível no turno e horário solicitado;

4. O cancelamento deverá ser feito com antecedência para remanejamento dos dias e horários e melhor uso do espaço;

Professores articuladores

PIRAMBU: O retrato do esquecimento

A falta de investimento é notada a começar pela Orla do município, que não tem a menor preservação da prefeitura, o esgoto do município, inclusive é despejado no rio, poluindo-o e afetando a pesca, principal fonte de renda dos moradores. O lixo é outro alvo de critica da população. No povoado Aguilhadas, a equipe de coleta de lixo, mas após flagrar uma rua interditada pelo lixo a equipe do CS flagrou o veículo de coleta transportando pessoas ao invés do lixo.


Nem mesmo a beleza natural do litoral sergipano consegue esconder o estado em que se encontra o município de Pirambu, administrado pela primeira e última (grifo nosso) vez por José Nilton de Souza. Basta circular por lá e logo nota-se a necessidade de investimentos em infraestrutura, a começar pela Orla do município, que deveria ser um grande atrativo turístico, nada mais é que uma prova do esquecimento do poder público. Segundo moradores não há nenhuma ação de preservação por parte da prefeitura, o local estaria inclusive sem iluminação.



“A orla não é um espaço de lazer, muito menos um lugar bonito de ser visto por ninguém porque precisa de reforma. A noite é tudo escuro e é o maior perigo passar pela Orla porque a gente fica com medo de assalto ou algum marginal querer fazer alguma maldade com a gente, que é mulher. O prefeito pintou a quadra de esportes e fica dizendo para todo mundo que reformou. Vá lá para ver como está a Ola, se acabando”, conta a moradora Gilda Santos.

De acordo com outro morador do município, Givaldo, não há uma obra inaugurada pelo prefeito com recursos do município. “Ninguém sabe o que ele faz com esse dinheiro porque todo mundo sabe que quem administra mesmo é o filho dele Rafael, que é o secretário de saúde do município”, ironiza Erivaldo.

Segundo a população outro motivo que estaria afastando turistas, visitantes e irritando os moradores dão as péssimas condições das estradas. Muitos povoados ainda são de estrada de chão e os que estão asfaltados tem verdadeiras crateras formadas no asfalto, como é o caso do trecho próximo ao povoado Aguilhadas, no caminho para o povoado Lagoa Redonda, local que já foi um grande atrativo turístico e que tem decaído gradativamente.

“Eu ia passar carnaval com meu namorado lá em Lagoa Redonda, só que ele se recusou em ir afirmando que não iria quebrar o carro dele todo passando pelos buracos da estrada de lá, tivemos que ir para outro lugar. Está uma coisa fora do sério porque além de tudo há o agravante da falta de qualquer tipo de sinalização, não há acostamento e a noite a situação fica pior com a falta de iluminação na estrada. Sempre tem acidentes e enquanto isso o prefeito finge que nada está acontecendo com a velha desculpa de que não tem verba. Tem que correr atrás e não ficar esperando cair do céu”, critica Lana Carina.

“Lixão”

A falta de coleta de lixo tem atormentado famílias do povoado Aguilhadas. Elas dizem que a prefeitura passa semanas sem realizar o serviço e quando o faz joga todo lixo no meio de uma rua. A equipe do Correio de Sergipe foi até o local onde estaria sendo jogado todo o lixo do povoado e flagrou a rua interditada tomada por lixo. Logo em seguida um caminhão passou pela equipe, ma ao invés de carregar o lixo do povoado transportava pessoas.

“É assim que eles tratam a gente. Nós é que pagamos a uma pessoa para atrair o lixo de nossas casas e tirar o lixo dessa rua porque a gente não quer pegar nenhuma doença, mas parece que a prefeitura não está preocupada com isso não, tanto é que o município está abandonando e carente em tudo e claro que os povoados sofrem mais com isso”, conta Rafael Pereira, que mora no povoado.

Já na sede, o motivo de reclamação são os entulhos colocados por moradores no meio das ruas, algumas ficam totalmente interditadas como flagrou a equipe do Correio de Sergipe na rua Elpídio Pereira e tantas outras, atrapalhando o tráfego e levantando questionamento sobre a falta de fiscalização da prefeitura, que estaria vendando os olhos para o problema.

No esgoto

Um sério problema em Pirambu é o problema do despejo do esgoto. São três pontos de despejo, um na orla, um no Porto e outro no manguezal, que estaria, inclusive, poluindo o rio e afetando a pesca. O que revolta a população é que sai uma administração e entra outra, ao invés de haver melhoria do problema, nada é feito para sanar esse problema que se arrasta há anos.

“Todo o esgoto de Pirambu cai no rio. Muitos locais passaram a ser impróprios para banho e por ironia bem na Orla, que por sinal quem vai lá sente logo o mal cheiro. E quem mais sofre com isso são os pescadores que utilizam esse meio de trabalho para adquirir sua renda e sustentar suas famílias”, conta Joselito.

“Todos os prefeitos dizem que o problema é sério, que é antigo, que precisa de muito investimento, mas não vejo ninguém fazendo nada e esse não é diferente não. Promessas de campanha todos têm na ponta da língua quando vão encher nossos corações de esperança, mas passado esse período é que a gente vê quem colocou no poder. 2012 tem novas eleições e tudo que estamos passando aqui em Pirambu servirá de experiência e será importante para nossa escolha”, alerta dona Vânia Silva.

Sem atendimento no posto de saúde

A área de saúde em Pirambu faz parte da grande listagem de queixas da comunidade. De acordo com ela falta material para curativos e medicamentos, o serviço ambulaorial é precário e falta médicos. “Eu mesmo já cansei de ir ao SESP e não ter ninguém para me atender, nem remédio tinha para minha pressão. A gente tem que agendar uma consulta meses antes, como se doença escolhesse hora , é um absurdo. Pode ir a qualquer posto e você vai ver que não vai encontrar médico. Essa Clínica de Saúde da Família mesmo é bonita, mas para mim é só de enfeite porque o atendimento é precário”, desafia a moradora dona Gilda.

A reportagem do CS foi a Clínica de Saúde da Família Sagrado Coração de Jesus, que apesar de estar com a porta aberta, não tinha absolutamente ninguém para atender. Na porta de vidro um papel colado com a informação. “Não haverá atendimento hoje devido ao falecimento da mãe de uma funcionária”.

Quando a equipe estava saindo flagrou uma senhora com sua filha entrando na Clínica e recepcionadas pelo vigilante que informou do não funcionamento, frustradas e visivelmente irritadas saíram do local. “A mãe de uma funcionária morre e o que a população tem a ver, por isso temos que correr o risco de morrer também. Isso só existe em Pirambu, é um desmando, uma afronta. Estou passando mal com a pressão alta que só faz piorar com essa contrariedade”, conta Socorro a equipe.

Justificativas

Sobre a falta de preservação da Orla o prefeito José Nilton de Souza reconhece que a orla precisa de atenção. “Estamos providenciando os devidos reparos. Devido à crise que a prefeitura passou nos últimos anos e ao fato da atual administração ainda estar organizando as contas do município, que não são pequenas, só podemos fazer algo agora”, explica. No tocante ao problema de despejo de esgoto José Nilton conta que já procurou o Ministério das Cidades e o Governo do Estado. “Trata-se de um problema que já vem se arrastando há anos. Pirambu cresceu para o lado norte e a rede de esgoto atual não consegue comportar o volume de despejos que toda a cidade produz. A gente acredita que a solução para este problema virá com a elaboração e execução de um grande plano de saneamento básico. Porém, estamos falando de uma obra cara para a atual condição financeira do município. Mesmo assim, não cruzamos os braços, pois reconhecemos a urgência do problema”, justifica.



Sobre os entulhos amontoados nas ruas o prefeito garante que a prefeitura orienta e fiscaliza as ações dos moradores. “Esse pedido é feito através de carro de som. No trabalho de coleta, já que se trata de materiais grandes e pesados, a prefeitura conta com a ajuda do Departamento Estadual da Infraestrutura Rodoviária (DER)”, garante.

Quanto às estradas ele rebate. “Em janeiro o DER fez uma operação tapa buracos em Pirambu e, na oportunidade, foi solicitada a estrada que liga os povoados Lagoa Redonda a Aguilhadas. A gente aguarda um posicionamento do DER, pois se trata de um trecho de responsabilidade do Estado”, aponta. Já no assunto saúde o prefeito reconhece. “A prefeitura não concorda com a atitude tomada pelos funcionários da Clínica e, depois que soube do ocorrido, conversou com a gerência da unidade para que fatos como esse não voltem a se repetir”, conta.

Supremo mantém o piso nacional

Votação no STF confirmou ontem a constitucionalidade da lei que institui o piso nacional de R$ 1.187,97

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) declararam ontem a constitucionalidade da Lei 11.738/2008, no ponto em que regulamenta o piso nacional - vencimento básico - para os professores da educação básica da rede pública.

A decisão, que é considerada uma vitória pelos professores de todo o Brasil, ficou definida após votação de sete votos a dois, prevalecendo o entendimento a favor da constitucionalidade da matéria.

Segundo a legislação, o piso nacional foi fixado em R$ 1.187,97 para este ano. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada no Supremo pelos governos dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará.

A constitucionalidade do parágrafo 4º do artigo 2º, que determina o cumprimento de no máximo 2/3 da carga horária do magistério em atividades de sala de aula, ainda será analisada pela Corte.

"Estamos satisfeitos de que o STF tenha finalmente votado essa ação e concluído a favor dos professores. Afinal, o papel do tribunal é zelar pelo cumprimento da lei. E o piso nacional dos professores, com direito a um terço da carga horária para extra-sala, é lei. Então, tem de ser cumprida", afirma o deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE). O parlamentar avalia que essa conquista dos professores brasileiros é fruto de décadas de mobilização.

A decisão também foi comemorada pelo professor Anízio Melo, presidente do Sindicato dos Servidores e Professores em Educação do Estado do Ceará (Apeoc), que classificou o dia de ontem como um marco histórico de "uma luta que já leva um século". "É a grande notícia dos últimos tempos", afirma Melo, lembrando os 25 mil professores da rede estadual cearense e os 70 mil da rede municipal em todo o Estado.

"Considero uma vitória da educação e da sociedade brasileira", diz o professor. Para Anízio Melo, o piso nacional, aliado à redução da jornada de trabalho, será importante para garantir ao professor condições para buscar uma melhor qualificação. "Isso vai garantir uma maior interação do professor com as questões sociais", acrescenta o presidente da Apeoc.

Melo diz que é hora de cada Estado discutir agora o financiamento da educação "para completar o ciclo" e que os Estados e municípios devem começar a rever seus planos de carreira.

Posição vergonhosa

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, e os advogados de entidades de classe dos trabalhadores em educação defenderam a integralidade da lei.

Diversos deles citaram a posição vergonhosa do Brasil, em termos de educação mundial (88º lugar entre 127 países, segundo a Unesco, e 53º entre 65 países, segundo a OCDE). Adams destacou que o Brasil é um dos países que pior remuneram seus professores. Diante disso e das más condições de trabalho, é cada vez menor o número, entre os melhores alunos do ensino fundamental e médio, que escolhem o magistério.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A importância do aperfeiçoamento profissional

POR
ARMANDO DAL COLLETTO
Colaboração para a Folha Online

Atualização profissional, no passado, já foi disciplina optativa. Há algumas décadas, quem se graduava em curso superior considerava que a fase de estudos estava concluída e que, daí em diante, teria início a fase do trabalho e da experiência. Havia ainda, inclusive, aqueles que pulavam parte do estudo e imergiam direto no mundo profissional, sem uma formação específica.

Os profissionais não tinham prazo de validade determinado. Ninguém ousava perguntar a um médico ou a um engenheiro se ele tinha feito cursos de atualização profissional visando aprimorar seus conhecimentos. A velocidade da ciência e da pesquisa era baixa em comparação aos dias de hoje e não havia tanta pressa em se atualizar.

As oportunidades eram diferentes e o conhecimento adquirido durava mais. Mas este panorama mudou muito desde então.

A velocidade das mudanças, a famosa globalização e o desenvolvimento tecnológico transformam incessantemente o ambiente de trabalho, de forma que hoje não há dúvidas de que "estudo" e "formação" não são apenas uma etapa da vida, mas uma constante ao longo de toda a carreira.

Assim, a atualização profissional deixou de ser uma opção para ser também uma condição e uma necessidade dentro do exercício da profissão. Isso se manifesta tanto como iniciativa de aperfeiçoamento do currículo dentro de um ambiente cada vez mais concorrido quanto por exigência natural do mercado, onde a todo instante se vêem antigos meios e conceitos sendo aperfeiçoados ou superados.

Os profissionais que atuam há 20 anos na área de tecnologia, por exemplo, iniciaram a carreira transitando entre gigantescos mainframes, que tinham capacidade menor que qualquer notebook atual e usavam sistemas operacionais, linguagens de programação e banco de dados, hoje totalmente obsoletos. Atualmente lidam com conceitos como Grid Computing, Redes sem Fio, Etiquetas RFID, Datawharehouse e outras inúmeras siglas desse jargão que nem de perto foram ensinadas em seus cursos de graduação.

Com maior ou menor intensidade, esse fenômeno pode ser percebido em todas as áreas, o que torna inevitável que o profissional não interrompa nunca sua formação se quiser manter sua empregabilidade.

Ele deve estar atento às novidades e às oportunidades de aplicação de sua experiência e competência e entender claramente quais são as competências valorizadas na área em que atua. Vê-se então a necessidade de procurar um processo rápido, eficaz e específico para aquisição dos conhecimentos que quer aprofundar ou adquirir. É a isso que vão de encontro direto os programas de atualização profissional.

São cursos de curta duração que se prestam a aplicar algum conceito recente e pontual que profissionais já atuantes não tiveram a oportunidade de aprender anteriormente ou conceitos que, de tão específicos, encontram nesse formato de curso a sua melhor forma de ensino e aplicação, pois já são voltados especialmente para aqueles que necessitam e procuram por eles.

Esse mecanismo, no entanto, é uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que os profissionais devem estar antenados às novas demandas de sua área, as instituições de ensino devem fazer o mesmo: perceber o que está mudando no mercado para estruturar seus cursos de acordo com o cenário em que está inserida.

Desta maneira, as próprias instituições, ao se preocuparem em oferecer cursos de extensão e aprimoramento educacional, ajudam a acabar com os resquícios do velho estigma que deve e está sendo combatido: o de que o estudo acaba na escola.

O profissional, agora, entende que sua atualização é uma disciplina obrigatória e seu conteúdo dependerá de seus objetivos de desenvolvimento de carreira, das oportunidades de mercado e da sua auto-realização.

Lembrando-se sempre de Paulo Freire, que diz em uma de suas obras:

"Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito".

Armando Dal Colletto, engenheiro metalurgista formado pela Escola Politécnica/USP e MBA pela Fundação Getúlio Vargas, é professor universitário desde 1973 e atualmente ocupa o cargo de diretor de planejamento da Fasp (Faculdades Associadas de São Paulo). Contato pelo e-mail: dalcolletto@fasp.br.

FONTE:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Golpe de Estado no Brasil em 1964

No dia 1º de Abril de 1964 o Brasil mergulha em uma nova fase da sua história. Durante 21 anos o país viveu um regime de governo militar, que marcou a nação, seu povo e suas instituições. Foram duas décadas de confronto entre forças políticas e sociais. Neste conflito ambos os lados, governo e oposição, utilizaram todos os seus recursos: censura, terrorismo, tortura e guerrilha.Veja abaixo o regime militar e o período de redemocratização. Verá também alguns fatos que marcaram a ditadura: os movimentos de oposição e a repressão. Regime Militar O Regime Militar é instaurado pelo golpe de 1º de abril de 1964. O plano político é marcado pelo autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais, perseguição política, prisão e tortura dos opositores, e pela imposição da censura prévia aos meios de comunicação. Na economia há uma rápida diversificação e modernização da indústria e serviços, sustentada por mecanismos de concentração de renda, endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro. Com a deposição de Jango, o presidente da Câmara, Ranieri Mazzelli, assume formalmente a presidência e permanece no cargo até 15 de abril de 64. Na prática, porém, o poder é exercido pelos ministros militares de seu governo, entre eles, o general Arthur da Costa e Silva, da Guerra. Nesse, período é instituído o Ato Institucional nº1.



Os Atos Institucionais são mecanismos adotados pelos militares para legalizar ações políticas não previstas e mesmo contrárias à Constituição. De 1964 à 1978 serão decretados 16 Atos Institucionais e complementares que transformam a Constituição de 46 em uma colcha de retalhos . O AI-1 , de 9 de abril de 64, transfere poder aos militares, suspende por dez anos os direitos políticos de centenas de pessoas. As cassações de mandatos alteram a composição do Congresso e intimidam os parlamentares. Junta Militar A junta militar é integrada pelos ministros da Marinha Augusto Rademacker, do exército, Lyra Tavares e da Aeronáutica Márcio de Souza e Melo. Governa por dois messes - de 31 de agosto de 1969 até 30 de outubro do mesmo ano. Em setembro, decreta, entre outras medidas o AI-14, que institui a prisão perpétua e a pena de morte em casos de "guerra revolucionária e subversiva", reforma a constituição de 1969 e impõe a nova lei de segurança nacional. Decreta também reabertura do Congresso, após dez messe de recesso. Em 25 de outubro de 1967, os parlamentares elegem Emílio Garrastazu Médici para a presidência. Governo Costa e Silva O marechal Arthur Costa e Silva assume em 15 de março de 1967 e governa até 31 de agosto de 1969, quando é afastado por motivos de saúde. Logo nos primeiros meses de governo enfrenta uma onda de protestos que se espalham por todo o país. O autoritarismo e a repressão recrudescem na mesma proporção em que a oposição se radicaliza. Costa e Silva cria o Fundo Nacional do Índio (Funai) e o Movimento de Brasileiro de Alfabetização (Mobral). Crescem as manifestações de rua nas principais cidades do país, em geral organizadas por estudantes. Em 1968 o estudante secundarista Édson Luís morre no Rio de Janeiro em confronto entre polícias e estudantes. Em resposta, o movimento estudantil, setores da Igreja e da sociedade civil promovem a Passeata dos Cem Mil, a maior mobilização do período contra o regime militar. Na Câmara Federal, o deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, exorta o povo a não comparecer às festividades do dia 7 da Independência. Os militares exigem sua punição. A Câmara não aceita a exigência e o Congresso decreta o AI-5, em 13 de dezembro de 1968. Em 17 de abril de 1968, 68 municípios, inclusive todas as capitais, são transformadas em áreas de segurança nacional e seus prefeitos passaram a ser nomeados pelo presidente da República. Mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais, o AI-5 na prática revoga os dispositivos constitucionais de 67. Reforça os poderes discricionários do regime e concede ao exército o direito de determinar medidas repressivas específicas, como decretar o recesso do Congresso, das assembléias legislativas estaduais e Câmaras municipais. O Governo pode censurar os meios de comunicação, eliminar as garantias de estabilidade do Poder Judiciário e suspender a aplicação do habeas-corpus em casos de crimes políticos. O Ato ainda cassa mandatos, suspende direitos políticos e cerceia direitos individuais.

Alguns lugares remotos desse nosso Brasil, pouca coisa mudou.